PROCURANDO ALGO?

Seja profissional: não misture alhos com bugalhos

Data: 9 de julho de 2014
Autor: Ediney Giordani

publicoMisturar o público do privado nunca foi uma boa ideia, tanto no setor governamental, onde esse termo é mais amplamente usado, quanto na parte profissional. Outro equívoco que normalmente ocorre é pensar que só estamos tratando de dinheiro, pois é exatamente disso que não falaremos.

Qual é a sua ideologia? Qual é a sua cor preferida?Você prefere conversar com homens ou mulheres?Qual é o seu time do coração? Por quem bate o seu coração politicamente? Sabe qual é a resposta profissional para todas estas perguntas? Não importa. Sim. Não importa.

Se você se considera um profissional não pode ter qualquer tipo de preferência, não pode expor apenas uma de suas preferências. Há um tempo, eu tinha um programa de rádio e um de meus patrocinadores era uma loja de roupas, o dono pertencia a uma religião em que as mulheres só podem usar saias, mas ele vendia calças. Errado? Não. Correto. Como disse anteriormente você não pode misturar o público com o privado. As pessoas tem direito as suas escolhas individuais e os profissionais não podem fazer nada quanto a isto a não ser dar o seu melhor.

Outro exemplo: em ano eleitoral um partido político apresentou proposta para um profissional. O profissional é um dos principais críticos deste partido. O que ele fez? Apresentou uma proposta? Não. Ele foi a público dizer que tinha recebido essa proposta e afirmou que só aceitaria se fosse por muito dinheiro. Vários erros nesta situação, os dois mais graves:

– Não apresentar o preço pelo seu trabalho. Afinal, ou ele faz trabalho voluntário para o tipo de ideologia que ele acredita ou apresenta um preço para todos.
– Nivelar por baixo a relação do trabalho. Além de não ser profissional se tornou uma prostituta ao aceitar fazer aquilo que de início não faria por uma quantia em dinheiro.

Ser profissional, muitas vezes, requer uma boa dose de inteligência e permanente vigilância em não deixar crenças pessoais atrapalharem o que você pensa e como você executa cada tarefa. No mundo do futebol há uma troca constante de atletas de times. Imoral? Não, profissional. Claro que cada um de nós, incluindo os jogadores tem suas preferências, cada um torce para um time, mas isso não fará com que você preste o melhor serviço para o cliente final.

Há um ditado muito antigo que diz que não se come a carne onde se ganha o pão, e deixando a referência sexual de lado, isto é verdade. Temos, enquanto profissionais, que entender que as relações de trabalho não mudam de acordo com o cliente, o preço não muda de acordo com o cliente, o modo de atender não muda de acordo com o cliente, se mudar, não é profissional, é pseudo-profissional.

Entenda que você não precisa, não deve e nem vai fazer nada ilegal ou imoral, não é esta a ideia, é fazer um trabalho honesto, apresentar notas fiscais, apontar erros e acertos normalmente. E sim, algumas vezes o seu cliente irá vencer a sua preferência e quando isto acontecer, parabéns, você fez um bom trabalho.

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